O número de vítimas mortais decorrentes do deslizamento de terra em um grande aterro sanitário na capital de Uganda, Kampala, na sexta-feira, aumentou para 24, conforme anunciado pelas autoridades locais, segundo a agência de notícias Associated Press (AP).
As equipas de salvamento continuam a operar no local do incidente, no bairro de Kiteezi, utilizando escavadoras para procurar possíveis vítimas. A imprensa local, citada pela agência France-Presse (AFP), relatou que o deslizamento causou danos significativos, abalroando pessoas, animais e casas devido às fortes chuvas. Entre as vítimas estão pelo menos quatro crianças.
Os detalhes exactos do ocorrido ainda não são claros, mas a autoridade municipal mencionou uma “falha estrutural na massa de resíduos” como uma possível causa do desastre. Irene Nakasiita, porta-voz da Cruz Vermelha do Uganda, informou que já não há esperança de encontrar mais sobreviventes, e o número de pessoas desaparecidas ainda é incerto.
O aterro de Kiteezi está situado numa encosta íngreme, numa área empobrecida da cidade. Muitas mulheres e crianças que recolhem resíduos plásticos para sustento frequentam o local, e há várias casas construídas nas proximidades do aterro.
As autoridades de Kampala têm considerado a possibilidade de fechar o aterro e construir uma nova área para a eliminação de resíduos fora da cidade. No entanto, o plano, cogitado desde 2016, ainda não foi implementado.
O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, que está no poder desde 1986, ordenou uma investigação sobre o incidente. Em publicações na plataforma social X, ele questionou por que as pessoas viviam perto de um aterro tão instável e perigoso, afirmando que os efluentes do aterro são demasiadamente perigosos para que as pessoas residam nas proximidades.
















