Centenas de manifestantes de extrema-direita lançaram uma onda de violência ao tentar invadir um hotel em Rotherham, no Norte de Inglaterra, que servia de alojamento para requerentes de asilo.
Este episódio, ocorrido no domingo, destaca-se como um dos mais violentos nas manifestações anti-imigrantes que têm assolado o país, especialmente após o trágico ataque em Southport, onde três crianças, incluindo uma de nacionalidade portuguesa, morreram.
Desde as primeiras horas da manhã, os manifestantes começaram a concentrar-se nas imediações do hotel, onde foram confrontados por dezenas de contramanifestantes que entoavam palavras de ordem como “os refugiados são bem-vindos”.
A intervenção policial, que inicialmente conseguiu separar os dois grupos, tornou-se insuficiente quando os contramanifestantes se retiraram do local. A partir daí, os extremistas, muitos deles mascarados, passaram a apedrejar o edifício e envolveram-se em confrontos violentos com as forças de segurança.
Em meio ao caos, alguns dos manifestantes conseguiram forçar a entrada por uma saída de emergência, tendo incendiado caixotes de lixo próximos a uma das fachadas do hotel.
A situação só foi controlada após a intervenção mais enérgica da polícia, que resultou na detenção de vários indivíduos. Durante os tumultos, pelo menos um agente ficou ferido.
Este ataque em Rotherham segue-se a uma noite de distúrbios em várias outras cidades do Reino Unido, como Liverpool, Manchester e Belfast, onde extremistas atacaram as forças de segurança, saquearam lojas e atearam fogos.
O Primeiro-Ministro, Keir Starmer, condenou veementemente as acções dos extremistas, afirmando que “estes violentos não representam o país” e assegurou que todos os envolvidos serão responsabilizados perante a Justiça.
















