Julian Assange, que estava detido em Londres desde 2019, foi libertado esta segunda-feira (24) por decisão do Supremo Tribunal de Londres. Assange, procurado pelos Estados Unidos por divulgar cerca de 700 mil documentos confidenciais, deixa assim a prisão após cinco anos.
Conforme comunicado divulgado pelo WikiLeaks, após a decisão judicial, Assange já abandonou o Reino Unido e viajou para a Austrália.
“Este resultado é fruto de uma campanha global que envolveu organizadores de base, defensores da liberdade de imprensa, legisladores e líderes de todos os espectros políticos, até às Nações Unidas”, afirmou o WikiLeaks em nota oficial.
Segundo a organização, a defesa de Assange alcançou um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, embora os detalhes deste acordo não tenham sido divulgados.
Antes da libertação de Assange, a imprensa norte-americana noticiou que o fundador do WikiLeaks aceitou declarar-se culpado de todas as acusações que enfrenta, em troca da sua liberdade. A justiça dos Estados Unidos deve considerar os cinco anos que Assange passou preso no Reino Unido como equivalentes à pena que enfrentaria em território norte-americano.















