
Dois suspeitos de planearem atentados contra o senador e ex-juiz Sergio Moro, assim como outras autoridades brasileiras, foram esfaqueados até à morte na segunda-feira dentro de uma prisão no estado de São Paulo, segundo as autoridades.
Três reclusos, alegadamente associados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior facção criminosa do Brasil, confessaram o envolvimento no duplo homicídio e já foram isolados, informou a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo.
As autoridades estão a investigar um quarto recluso supostamente envolvido no crime, que ocorreu numa das alas de um presídio em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, estado onde o PCC foi fundado e epicentro das suas actividades criminosas.
A polícia abriu um inquérito para esclarecer as circunstâncias das duas mortes.
Segundo a imprensa local, os dois mortos são Janeferson Aparecido, conhecido como Nefo, e Reginaldo Oliveira, vulgo Rê. Ambos eram acusados de serem membros de uma célula do PCC encarregada de planear atentados contra as autoridades brasileiras.
Em Março de 2023, uma operação da Polícia Federal resultou na prisão de vários integrantes do grupo, que há um ano planeava o assassínio simultâneo de diversas autoridades. Sergio Moro, conhecido mundialmente por condenar o actual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e que mais tarde se tornou ministro da Justiça no Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), era um alvo prioritário.
O PCC monitorizava de perto a rotina de Moro e da sua família. Segundo a investigação, o PCC planeou raptar Moro a 30 de Outubro de 2022, dia da segunda volta das eleições presidenciais em que Lula da Silva saiu vitorioso contra Bolsonaro.
Moro desenvolveu a carreira como magistrado na cidade de Curitiba e liderou a operação anticorrupção Lava Jato.
O PCC, fundado na década de 1990 nas prisões de São Paulo, é hoje a mais poderosa quadrilha criminosa dedicada ao tráfico de drogas na América do Sul, com ramificações em vários países da região.
















