Na última segunda-feira, o deputado da Renamo, Venâncio Mondlane, dirigiu-se à Procuradoria-Geral da República para apresentar uma queixa-crime contra Ossufo Momade e uma deputada do partido, cuja identidade não foi divulgada, por suposto envolvimento em atos de agressão e tortura de dois jovens apoiantes na província de Nampula.
Durante o fim-de-semana, vídeos circularam nas redes sociais mostrando dois jovens a serem submetidos a tortura física e psicológica, alegadamente para impedir que apoiassem Venâncio Mondlane. Os incidentes ocorreram nas cidades de Nampula e Nacala. Mondlane questionou o silêncio das autoridades perante a situação.
“O que me chocou nestes dois casos é o facto de os vídeos circular há dias nas redes sociais, e ainda não ter sido instaurado um processo contra os agressores. Não temos conhecimento de qualquer investigação por parte da Procuradoria-Geral da República ou da Polícia da República de Moçambique (PRM) para apurar as motivações e responsabilizar estes criminosos”, relatou Mondlane.
Diante do suposto silêncio das autoridades, Mondlane apresentou uma denúncia à Procuradoria-Geral da República, onde um dos indiciados é o presidente da Renamo.
“Há indícios de que este senhor torturado e sequestrado foi a mando do presidente da Renamo, e também há indícios de que a mandante local é uma deputada do partido Renamo. Neste momento, achamos que, havendo uma pessoa com titularidade pública, isso é crime com agravamento duplicado”, acrescentou Mondlane.
No mesmo dia, o delegado provincial da Renamo na Zambézia, Inácio Reis, em entrevista ao “O País”, acusou Mondlane de ser responsável pela divisão no partido e afirmou que não pode ser apoiado.
“Venâncio Mondlane provou não ter competência para estar no partido. Tem demonstrado desrespeito pelos órgãos do partido”, avançou Inácio Reis.
Em resposta, Venâncio Mondlane afirmou estar firme na sua luta pela presidência da Renamo e desafiou a liderança do partido a realizar o Congresso o mais breve possível.















