O Ministério Público do Peru iniciou um processo preliminar contra a presidente peruana, Dina Boluarte, por supostamente não ter declarado a posse de relógios de luxo e enriquecimento ilícito.
De acordo com um comunicado divulgado na segunda-feira, a Área de Enriquecimento Ilícito e Queixas Constitucionais ordenou a abertura de um processo preliminar contra Boluarte pelos alegados crimes de enriquecimento ilícito e de não declaração em documentos “do uso de relógios Rolex”.
O anúncio da entidade surgiu horas depois de o primeiro-ministro peruano, Gustavo Adrianzén, ter evitado responder aos jornalistas sobre os relógios de luxo que a Presidente tem sido vista a usar em eventos públicos.
“Há alguns dias, Boluarte disse que os relógios usados em cerimónias públicas são artigos ‘de antigamente’, depois de confirmar que possui um Rolex avaliado em 14 mil dólares (cerca de 13 mil euros)”, referiu o comunicado.
No entanto, uma investigação do site La Encerrona indicou que Boluarte possui vários relógios de luxo que não foram declarados no registo de propriedade perante o Júri Nacional de Eleições peruano.
No fim de semana, um perito afirmou à estação América Televisión que pelo menos um dos modelos Rolex que Boluarte usa é recente, datando dos últimos quatro anos, por ser um modelo novo com diamantes no mostrador.
Dina Boluarte assumiu a Presidência peruana em 07 de dezembro de 2022, após a destituição do antecessor Pedro Castillo, acusado de promover um golpe de Estado para tentar convocar uma nova Assembleia Constituinte.
A destituição de Castillo desencadeou protestos populares exigindo a libertação do ex-chefe de Estado, a demissão de Boluarte e eleições antecipadas, resultando na morte de mais de 70 pessoas durante as manifestações, principalmente devido à intervenção das forças policiais e militares.

















