O silo-auto da baixa da Cidade de Maputo, inaugurado há mais de 10 dias pelo edil de Maputo, Eneas Comiche, ainda não está pronto a funcionar.
A Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento (EMME), responsável pela obra, explica que ainda há intervenções a serem feitas e garante que a infraestrutura poderá começar a ser utilizada pelo público a partir de 1 de Março.
O dicionário online Porto Editora define “inauguração” como “solenidade com que se assinala e celebra o início do funcionamento de alguma coisa”. Diante disso, surge a questão: como é possível inaugurar uma obra que ainda não está pronta para ser utilizada pelo público?
Valério Adriano, automobilista, questiona a lógica da inauguração de um equipamento inacabado. Ele argumenta que “só faz sentido inaugurar algo que já esteja ao dispor do público”.
Por outro lado, João Ruas, presidente da EMME, defende que a obra foi inaugurada porque está pronta em termos estruturais, mesmo que faltem alguns detalhes. Ele compara a situação à inauguração de uma casa, onde a ocupação ocorre após a finalização da construção.
A EMME considera estes trabalhos como “detalhes extracontratuais” com o empreiteiro. Com a previsão de término das intervenções até ao final de fevereiro, o silo-auto com capacidade para mais de 400 viaturas deverá entrar em funcionamento a partir de 1 de Março.
Alguns automobilistas, como Artur Agostinho, acreditam que a inauguração precipitada pode estar relacionada ao fim do mandato do atual governo municipal. Ele sugere que a pressa em inaugurar os projetos pode ter sido motivada pelo desejo de apresentar resultados antes da saída do poder.
O silo-auto da baixa da Cidade de Maputo faz parte de um conjunto de edifícios do Conselho Municipal de Maputo inaugurados recentemente, incluindo o Balcão do Munícipe e um centro de saúde.
A inauguração do silo-auto da baixa de Maputo antes da sua finalização gerou controvérsia. As diferentes interpretações do termo “inauguração” e as dúvidas sobre as motivações da abertura prematura do equipamento evidenciam a necessidade de maior transparência e clareza por parte das autoridades responsáveis.













