Os bispos católicos africanos solicitaram a realização de uma investigação urgente sobre o assassinato de Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, situada na província central de Zambézia em Moçambique.
O bispo Afonso, que também desempenhava funções como Administrador Apostólico da Arquidiocese de Beira, foi morto a tiro nas primeiras horas do passado sábado no Palácio Episcopal de Quelimane, onde residia oficialmente.
Segundo o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), o bispo foi assassinado com uma arma do tipo AKM. Uma bala foi encontrada no seu peito, atingindo o coração.
Num comunicado divulgado pelo Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagáscar, os bispos africanos apelaram igualmente ao reforço da segurança para os líderes religiosos e para os locais de culto. A declaração sublinha a necessidade de uma investigação rápida e transparente, exigindo que os responsáveis sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora. “O povo de Moçambique, a Igreja Católica e a comunidade internacional têm o direito de conhecer a verdade”, afirma o documento.
Os bispos fizeram um apelo às autoridades moçambicanas para aumentarem a protecção a líderes religiosos e igrejas. “O Estado tem a responsabilidade solene de garantir a liberdade de culto em segurança”, reforça a mensagem.
A Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique manifestou a sua disposição para auxiliar os investigadores moçambicanos envolvidos no caso, destacando a importância de uma investigação abrangente e transparente que se centre na responsabilização.
A União Europeia também expressou a sua consternação, afirmando que a “morte do bispo Osório representa uma perda profunda para a comunidade católica e para a sociedade moçambicana. As autoridades devem garantir que os responsáveis sejam identificados e levados à justiça”.















