O Partido Comunista da África do Sul (SACP) acusou o antigo presidente Jacob Zuma de estar a preparar uma “contra-revolução” no país.
O secretário-geral do SACP, Solly Mapaila, disse que Zuma está a mobilizar antigos combatentes do uMkhonto weSizwe (MK), o braço armado do Congresso Nacional Africano (ANC), para derrubar o governo liderado por Cyril Ramaphosa.
Mapaila afirmou que Zuma está a “desrespeitar as raízes do antigo movimento de libertação” ao usar o MK para mostrar sua desaprovação pela atual liderança do ANC.
Zuma, que foi presidente da África do Sul de 2009 a 2018, foi deposto do cargo após ser considerado culpado de traição. Ele está envolvido em vários escândalos de corrupção, incluindo um caso de alegado suborno na Justiça com mais de 20 anos.
O SACP é um dos principais aliados do ANC na coalizão governista. A acusação do partido é um sinal de que as relações entre Zuma e o ANC continuam estremecidas.
A acusação do SACP é uma acusação grave. Se Zuma realmente está tentando derrubar o governo, isso seria uma ameaça à democracia na África do Sul.
É importante ressaltar que Zuma ainda é um membro do ANC, embora não esteja apoiando o partido nas próximas eleições. É possível que ele esteja simplesmente tentando aumentar sua influência dentro do partido.
No entanto, as acusações do SACP são preocupantes e sugerem que Zuma pode estar planejando algo mais radical.
















