Destaque Líder da oposição ugandesa colocado em prisão domiciliária por protestar contra má...

Líder da oposição ugandesa colocado em prisão domiciliária por protestar contra má qualidade das estradas

O líder da oposição no Uganda, Bobi Wine, foi colocado em prisão domiciliária por protestar contra o mau estado das estradas no país, informou o político na sexta-feira.

Wine, que é também músico, disse que soldados e polícias cercaram a sua casa em Magere, a norte da capital, Kampala, antes de o colocarem em “prisão domiciliária”.

“Conserte nossas estradas! Liberte os presos políticos! Liberte o Uganda!”, acrescentou.

Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, foi o principal concorrente do Presidente nas eleições de 2021 à frente da Plataforma de Unidade Nacional (NUP).

Outro antigo candidato presidencial e opositor do chefe de Estado, Kizza Besigye, do Fórum para a Mudança Democrática, anunciou também esta sexta-feira que está proibido de sair de casa.

“Barricados em minha casa por causa dos COVARDES! Não vamos voltar atrás, merecemos coisa melhor. Por favor, façam o que puderem, onde quer que estejam, com o que têm, para mostrar o péssimo estado das estradas hoje”, apelou no Twitter.

Um porta-voz da polícia confirmou que houve “implantação de segurança” à volta das residências dos dois opositores.

Recomendado para si:  China: Cratera gigante engole parte de avenida em Xangai

Na terça-feira, o Fórum para a Mudança Democrática afirmou, num comunicado, que as pequenas empresas foram “fechadas à força pelo regime, alegadamente para apresentar uma imagem mais favorável aos visitantes” das cimeiras.

As autoridades também proibiram a maioria dos mototáxis de operar em Kampala durante a cimeira dos países não-alinhados.

O Governo disse à agência de notícias francesa AFP que alertou as pessoas “que alguns de seus negócios eram ilegais e as estruturas não eram planeadas”.

Segundo o executivo, cerca de quatro mil visitantes, incluindo mais de 50 chefes de Estado, confirmaram a sua participação nas duas cimeiras, a segunda das quais termina no dia 23 de Janeiro.

O Movimento dos Não-Alinhados foi fundado em 1961 para dar mais voz aos países envolvidos na luta pelo poder entre os Estados Unidos e a União Soviética.

Destaques da semana