Internacional Processo por alegada corrupção contra Netanyahu vai ser retomado

Processo por alegada corrupção contra Netanyahu vai ser retomado

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O processo por alegada corrupção contra o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, é retomado no Tribunal Distrital de Jerusalém, cerca de dois meses depois de ter sido suspenso na sequência do ataque do Hamas, a 7 de outubro.

Benjamin Netanyahu, de 74 anos, é acusado de ter recebido presentes no valor de cerca de 175 mil euros, entre 2007 e 2016, de várias personalidades. Os subornos foram charutos, garrafas de champanhe e joias.O primeiro-ministro israelita é acusado de suborno, fraude e abuso de confiança. Netanyahu declarou-se inocente e repetiu várias vezes que está a ser vítima de “uma caças às bruxas”, orquestrada pelos meios de comunicação social de esquerda.

No entanto, entre os alegados corruptores contam-se o magnata israelita de Hollywood Arnon Milchan, produtor de “Brazil”, “JFK”, “Pretty Woman” e “Born Killers”, entre outros.

Netanyahu é suspeito de ter promovido uma disposição fiscal que poderia ter rendido a Milchan milhões de dólares. No entanto, o Ministério das Finanças vetou-a.

De acordo com a imprensa israelita, Netanyahu não será chamado a depor de imediato, mas poderá comparecer para prestar depoimento dentro de alguns meses. O julgamento que teve início em maio de 2020 é o primeiro em Israel contra um primeiro-ministro em funções e foi repetidamente adiado devido a disputas entre a defesa e a acusação e à pandemia da covid-19.

Chefe do governo israelita de 1996 a 1999 e novamente de 2009 a 2021, Benjamin Netanyahu voltou a ocupar o cargo a partir das eleições de 2022, depois de formar uma coligação com partidos ultraortodoxos e de extrema-direita.

Criticado pela oposição por não ter conseguido impedir o ataque do Hamas a 7 de outubro, o mais mortífero desde a criação de Israel, há 75 anos, Netanyahu foi obrigado a formar um governo de emergência e um gabinete de guerra com o seu rival, Benny Gantz, antigo ministro da Defesa.

Deste modo, os dois homens prometeram “aniquilar” o Hamas e, desde há cerca de dois meses, têm vindo a desenvolver uma campanha devastadora de ataques na Faixa de Gaza, que já fez mais de 15.500 mortos e 41.300 feridos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

Dirigindo o governo de extrema-direita mais radical da história de Israel, Netanyahu tem sido acusado de utilizar a legislação para tentar contornar os seus próprios problemas legais.