Sociedade Estado gasta 1,5 mil milhões na alimentação de reclusos anualmente

Estado gasta 1,5 mil milhões na alimentação de reclusos anualmente

Estabelecimento Penitenciário Especial para Mulheres de Maputo, Moçambique, 16 de junho de 2021. A ministra da Justiça anunciou hoje a criação de uma comissão de inquérito para investigar denúncias de uma alegada rede de exploração sexual em que guardas prisionais forçam mulheres reclusas a sair de uma cadeia de Maputo para se prostituírem, Maputo. (ACOMPANHA TEXTO) LUISA NHANTUMBO/LUSA

O Estado gasta anualmente cerca de 1,5 mil milhões de meticais para alimentar internos em reclusão nos estabelecimentos penitenciários no país.

“Podemos aferir que alimentar um recluso custa cerca de 150 meticais por dia. O seu consumo por mês custa cerca de 4.200 meticais, e cerca de 50 mil meticais por ano. Para o universo de reclusos gastamos cerca de 1.500 milhões de meticais”, disse o director nacional de Inspecção Penitenciária, Yazalde Viana de Sousa.

Assim, anotou que “os valores a que me refiro não incluem o consumo de água, luz e combustível porque este indivíduo, embora estando em reclusão, tem os seus movimentos para o tribunal, ou hospital.”

A fonte falava ontem em Maputo à Rádio Moçambique (RM) sobre a situação prisional em Moçambique.

Na ocasião, De Sousa revelou que a população reclusória nos estabelecimentos penitenciários em Moçambique é de cerca de 23.098, da qual 683 são mulheres.

Revelou ainda que nos últimos três anos a população de internos no país cresceu.

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