Destaque Sofala regista 18 assassinatos em três semanas

Sofala regista 18 assassinatos em três semanas

Há cada vez mais casos de homicídios na província de Sofala. Só este ano foram registados pelo menos 57 assassinatos na província, 18 deles num intervalo de três semanas, avança a DW.

As vítimas do género masculino foram estranguladas e abandonadas no local, sem que os agressores lhes tenham retirado os pertences. Os locais preferencialmente escolhidos pelos homicidas têm sido prostíbulos, centros de diversão noturna e locais de consumo de bebidas alcoólicas e drogas, segundo as autoridades.

Ministério admite falhas na prevenção do crime

Na semana passada, várias organizações da sociedade civil marcharam pelas ruas da Beira, para pressionar as autoridades a combater estes crimes.

Em resposta, o SERNIC anunciou a detenção de onze suspeitos, acusados de envolvimento em alguns dos casos, e apelou à calma e confiança nas autoridades.

Recomendado para si:  Cidadão malawiano detido em Tete por posse ilegal de arma de pressão

“O SERNIC e os outros órgãos da administração da Justiça e de manutenção da ordem e segurança pública estão a trabalhar afincadamente no sentido de acabar de uma vez por todas com estes atos bárbaros”, garantiu o porta-voz Alfeu Sitoi.

Mas a ministra do Interior de Moçambique admitiu, que tem havido falhas na prevenção da criminalidade na província.

“Quando há criminalidade, significa que falhámos na prevenção”, afirmou Arsénia Massingue. “Falámos destes homicídios que aconteceram na província de Sofala – temos detidos e agora estamos a trabalhar para esclarecer o último caso”.

Três dias depois das declarações da ministra, houve mais um relato de um homicídio na cidade da Beira, no bairro da Munhava.

Diante deste cenário, o sociólogo Pedrito Cambrão diz ser urgente olhar para as causas dos homicídios. E suspeita do uso de substâncias psicoativas.

“Muitos desses casos têm tido lugar depois de algum consumo de alguma droga ou de bebidas”, diz Cambrão.

“A escuridão também leva as pessoas a fazerem e desfazerem; e é um Estado que está ausente na proteção das pessoas”, acrescenta. O sociólogo aconselha a apertar a legislação sobre a venda e consumo de drogas e bebidas alcoólicas.

Destaques da semana