Destaque Angola: UNITA submete recurso ao Tribunal Constitucional

Angola: UNITA submete recurso ao Tribunal Constitucional


O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) prometeu, na noite desta quinta-feira, que não vai abandonar quem votou no partido e reafirmou que não reconhece os resultados eleitorais oficiais de 24 de agosto.

O maior partido da oposição angolana deu entrada, esta quinta-feira, de um contencioso eleitoral junto do Tribunal Constitucional, pedindo a anulação das eleições gerais de 24 de agosto, apontando “várias ilegalidades” do processo.

“A UNITA e o seu presidente não abandonarão aqueles que confiaram o seu voto na alternância”, afirmou Adalberto Costa Júnior, numa declaração em vídeo divulgada pouco antes da meia-noite na sua página do Facebook,

Nesta mensagem à nação, Adalberto Costa Júnior explicou que o pronunciamento do seu partido sobre os resultados definitivos das eleições surge apenas agora por duas razões: “uma relacionada com o contencioso eleitoral, cujos prazos em execução neste momento, e previstos na lei, procurámos respeitar. A outra diz respeito à contagem paralela, um processo sensível e complexo, que se encontra agora na sua fase final”.

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“Nos últimos dias, dialogámos com embaixadores de países membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com outros países com relacionamento relevante com Angola e com responsáveis de instituições idóneas da sociedade civil e outras respeitáveis personalidades”, explicou ainda Adalberto Costa Júnior, justificando o silêncio do partido.

Hoje “temos muito mais dados do que tínhamos há uma semana e que no dia 24 de agosto o povo votou na mudança, pelo que a UNITA e seus parceiros da Frente Patriótica Unida não reconhecem os resultados definitivos publicados esta semana pela Comissão Nacional Eleitoral, porque estes não refletem a verdade eleitoral”, acrescentou.

Adalberto Costa Júnior disse ainda que a UNITA exige que a CNE compare as actas das assembleias de voto na sua posse com as actas na posse dos partidos, contestando o facto de as autoridades não indicarem sequer os dados relativos às assembleias de voto, que permitiram a contabilidade final.

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