A Comissão Europeia anunciou esta semana um plano que prevê que os Estados-membros cortem, a título voluntário, 15% do seu consumo de gás até março de 2023. O objetivo é preparar o continente para o inverno que se aproxima, no contexto de diminuição dos fluxos de gás que chegam à Europa oriundos da Rússia.
Contudo, apesar de a Presidente da CE, Ursula von der Leyen, argumentar que este plano irá assegurar as reservas de gás e minimizar os impactos dos cortes russos, não para de crescer o número de Estados que se opõem à proposta de Bruxelas.
Citando fontes da Comissão Europeia, a agência ‘Reuters’ avança que pelo menos 12 países do bloco já expressaram preocupação relativamente à proposta nos atuais termos. Entre eles, Portugal, Espanha, Dinamarca, Irlanda, Malta, França, Países Baixos, Itália, Polónia e Grécia.
O grupo de opositores critica o executivo europeu de não ter consultado os Estados-membros para desenvolver a proposta e que agora a apresente enquanto facto praticamente consumado.
Apesar de a União Europeia, como um todo, ter vindo a reduzir o consumo de gás vindo da Rússia desde o início da guerra na Ucrânia, a 24 de fevereiro, o bloco ainda só conseguiu reduzir o consumo em 5%, de acordo com o responsável de política energética da UE, Kadri Simson.
















