O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, na cidade de Maputo, apresentou, ontem, 05, grupo de três membros, sendo dois agentes da Polícia da República de Moçambique, PRM, e um do SERNIC, os mesmos são suspeitos de envolvimento do crime de rapto, cuja vítima ainda se encontra no cativeiro.
Esta detenção ocorre depois de ter apresentado cinco supostos intermediários dos crimes de rapto, na quarta-feira, 04.
Os agentes da PRM estavam afectos ao Comando da Polícia da Cidade de Maputo e o do SERNIC à Direcção da província de Maputo. “Todos são indiciados pelo crime de rapto ocorrido no passado dia 12 de Fevereiro do corrente ano, na baixa da cidade, no estabelecimento vocacionado à venda de bebidas alcoólicas vulgo «bottle store»”, explicou Lole, citado pela Carta.
Os três indiciados já foram constituídos arguidos no referido processo e serão presentes ao juiz de instrução para efeitos do primeiro interrogatório assim como para a legalização da detenção. Também serão enviadas informações às suas unidades para dar seguimento aos procedimentos administrativos e consequente elaboração dos processos disciplinares.
Lole disse haver fortes indícios que apontam o grupo como executor do referido rapto, visto que um deles foi identificado nas imagens e supostamente confessou à Polícia a sua participação no crime. “Infelizmente, a vítima deste rapto ainda se encontra em cativeiro”.
Entretanto, um dos indiciados alega ter sido torturado pelos colegas (polícias) no acto da sua detenção num dos bairros da cidade de Maputo, e nega o seu envolvimento no crime, supostamente, porque não existem provas da sua participação. Os outros dois também negaram diante da imprensa o seu envolvimento no crime e dizem não saber porque estão detidos.













