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Whistleblowers a profissão mais perigosa da África do Sul

Eles descobrem a corrupção e trazem a verdade à tona: são os denunciantes. Em muitos países africanos, são ameaçados de demissão, violência e assassinato. A legislação fraca deixa-os à sua sorte.

Denunciantes da África do Sul estão a pagar um preço caro por lutarem por mais justiça. Os também chamados “whistleblowers”, em inglês, são a chave para combater a corrupção no país. Mas enfrentam assédio, despedimentos, violência e são até mesmo alvo de assassinatos. Este é o preço que pagam pela sua coragem.

O caso de Babita Deokaran é um exemplo. Foi morta a tiro, em plena luz do dia, em agosto de 2021, em frente à sua casa, em Joanesburgo. Acabava de deixar a filha na escola quando um carro encostou ao seu lado, e dispararam contra ela. Deokaran morreu no hospital no mesmo dia.

A sul-africana de 53 anos foi uma testemunha-chave numa investigação sobre a aquisição de materiais de proteção contra a Covid-19, comprados a preços excessivos. O caso de corrupção, que está a ser julgado em tribunal, envolve cerca de 20 milhões de euros.

O problema é que as leis de proteção para denunciantes têm grandes lacunas na África do Sul, diz o também whistleblower Johann van Loggerenberg, que trouxe à tona uma história de sabotagem a inquéritos das Finanças sul-africanas, entre 2010 e 2014.

FONTEDW
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