Organizações da sociedade civil exigem a responsabilização administrativa e criminal de profissionais de saúde que protagonizam actos de violência e tratamentos degradantes às mulheres no pré-natal, parto e pós-parto.
Através de um documento apresentando ontem por Camila Fanheiro, as organizações da sociedade civil signatárias da “carta de protesto” manifestam a sua indignação perante relatos de desrespeito, negligência obstétrica e consequente morte de parturientes e bebés ou seu desaparecimento nos hospitais.
Recordaram que o país assinou e ratificou vários instrumentos de defesa e protecção de mulheres e crianças, como o “Plano de Acção de Maputo”.
Contudo, indicaram, continua preocupante a ocorrência deste tipo de práticas que geram medo e angústia nas utentes, num contexto em que a mortalidade materna é estimada em 452/10 000 nados vivos e a infantil em 67/1000 nados vivos.
Apontam que a negligência hospitalar e a violência obstétrica pode culminar ainda em complicações, como doenças hipertensivas e infecciosas, eclâmpsia e hemorragias.
O documento, a ser entregue ao Ministro da Saúde, Armindo Tiago, contém evidências e histórias de mulheres que passaram por situações de maus-tratos, por não terem pago “subornos” para um atendimento humanizado.
Algumas destas parturientes acabaram por perder os seus bebés e ficaram com sequelas, como a retirada do útero.














