Megainvestigação do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos divulga nome de mais de 330 figuras públicas que teriam usado paraísos fiscais pelo mundo para ocultar ativos financeiros.
Segundo a denúncia do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, sigla em inglês) divulgada no domingo (03.10), documentos comprovariam que – faltando menos de um mês para ser exonerado de suas funções como primeiro-ministro de Moçambique, em 2012, Aires Ali teria usado uma consultoria tributária com sede na Suíça para abrir uma empresa de fachada chamada Seychelles.
Outra empresa alegadamente forneceu um acionista e diretores, escondendo assim o nome do ex-primeiro ministro. Ali teria autorizado, em 2013, a empresa a abrir uma conta bancária noutra companhia com sede em Lisboa. O político moçambicano ainda não comentou sobre a investigação.
50 políticos e figuras públicas de 18 países africanos foram citados no Pandora Papers. Entre as figuras que apareceram nos documentos vazados pelo ICIJ estão o Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, o antigo Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, e o ministro da Segurança do Uganda, Jim Muhwezi.
















