Em Moçambique, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, revelou na quarta feira (08) novos casos que indiciam o envolvimento de agentes da corporação em corrupção e extorsão.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal, SERNIC, informou numa conferência de imprensa que deteve um agente da polícia e outros dois indivíduos indiciados de envolvimento no rapto, no último fim de semana, de um motorista de transporte de longo curso, que viajava de Maputo para a cidade da Beira.
“Estes cidadãos, incluindo o agente da PRM (Polícia da República de Moçambique), que era o cabecilha desta quadrilha, sob ameaças e coacção física, levaram-no até a uma residência no bairro do Jardim com o intuito de extorqui-lo valores monetários como forma de garantir a sua liberdade. Exigiram 50 mil meticais (cerca de 675 euros) para libertarem o motorista”, disse em conferência de imprensa Hilário Lole, porta voz do SERNIC na capital, Maputo.
Ainda em Maputo, a polícia deteve dois indivíduos de nacionalidade angolana indiciados pela prática do crime de contrafacção de moeda.
Lole revelou que os detidos fazem parte de uma quadrilha transnacional. Há cúmplices que continuam a monte, nomeadamente dois moçambicanos, um angolano e um sul africano. Segundo o porta voz, o grupo foi encontrado na posse de um cofre com 16.600 dólares americanos falsos.
Na província de Maputo, um número não determinado de quadros do Serviço de Investigação Criminal acabam de ser suspensos das suas actividades por alegado envolvimento em casos de rapto e extorsão. O director local do SERNIC, Arlindo Bechane, confirma a medida.
















