O Ministério Público chileno abriu uma investigação sobre o violento ataque a migrantes venezuelanos em situação irregular, que tiveram seus poucos pertences incendiados no sábado na cidade de Iquique (norte) por um grupo de manifestantes, um fato condenado pelo Unicef e a Acnur.
O MP anunciou a investigação um dia após a manifestação que reuniu cerca de 3.000 pessoas que, com bandeiras chilenas e cartazes com mensagens antiimigração, protestaram contra a chegada crescente de migrantes à cidade.
Em meio a gritos xenófobos, um grupo incendiou os pertences dos migrantes que acampavam nas ruas de Iquique e a Polícia evitou que fossem agredidos pela multidão.
A promotora Jócelyn Pacheco, da cidade de Iquique instruiu a Polícia de Investigações que averigue os fatos ocorridos, “que terminaram com a queima de pertences de famílias migrantes”, informou neste domingo (26) uma mensagem postada na conta no Twitter do Ministério Público da região de Tarapacá.
















