Em Angola, discriminar contra homossexuais ou lésbicas é um crime. Mas preconceitos transversais à sociedade tornam a vida de cidadãos inocentes num inferno. Malanje é disso um exemplo.
Na província angolana de Malanje, a comunidade LGBTQ+ vive o drama quotidiano da não aceitação. Grupos conservadores chegam ao ponto de exigir castigos severos para as pessoas que querem o direito à livre orientação sexual. Isto, apesar de quem proferir discursos de ódio e incentivar à violência estar a cometer um crime.
Como lembra o jurista Twaila Nzuma: “A discriminação está proibida nos termos do artigo 23.º da Constituição, que diz que ninguém pode prejudicar ou discriminar de qualquer forma uma pessoa, por ser um homossexual”.
Mas em Malanje a realidade é outra. A livre orientação sexual de integrantes da comunidade é rejeitada por indivíduos que cultuam valores tradicionais. A DW África falou com um jovem de 24 anos do bairro da Kanambua, que pediu o anonimato por razões de segurança.
O jovem conta que muitos desejam a sua morte por ser gay. “Tem aqueles que disparatam: ‘Não tens vergonha de ser assim! Virar mulher, em vez de você dar filhos, dar netos à tua mãe, não! Você merece morrer! Um dia vou te passar com o carro por cima'”.















