Instituto para Democracia Multipartidária defende maior transparência no desarmamento das forças residuais da RENAMO. Organização da sociedade civil moçambicana considera importante adotar plano pós-retorno à vida civil.
O Instituto para Democracia Multipartidária considera que o processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) das forças residuais da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) decorre num formato fechado e secreto, que nem a sociedade civil pode acompanhar.
“Este é um processo técnico e social que requer a participação da sociedade”, sublinha a ONG numa avaliação sobre o primeiro ano de implementação do DDR, divulgada na quarta-feira (25.08), em Maputo.
“O processo de reintegração tem de ser muito mais aberto e envolvendo também as outras instituições. Por exemplo, agora alguns membros da RENAMO estavam a reclamar que estavam meses sem receber as suas pensões findo um ano dos subsídios. Isso resulta de uma falha administrativa e nós já tínhamos alertando para isto”, afirma Hermenegildo Mulhovo, diretor-executivo do Instituto para Democracia Multipartidária.
A ONG aponta que a transparência deste processo é ainda afetada pelo facto de não se saber, em concreto, que benefícios cada ex-guerrilheiro tem direito e que impacto tem a diferença de categorias dos beneficiários deste programa.
















