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Arguidos das dívidas ocultas acusados por associação em quadrilha para delapidar o Estado

O Ministério Público de Moçambique acusou os 19 arguidos do processo das “dívidas ocultas” de se terem associado em “quadrilha” para delapidarem o Estado e deixar o país “numa situação económica difícil”.

O Ministério Público (MP) leu na segunda-feira (23.08) a acusação deduzida contra os 19 arguidos, no início do julgamento do processo principal, que decorre na Cadeia de Máxima Segurança da Machava, vulgo BO, na província de Maputo, sul do país.

“Quem se associa em quadrilha para roubar ao Estado não está ao serviço do Estado. Os arguidos agiram em comunhão, colocando os seus interesses particulares acima dos interesses do Estado”, referiu Ana Sheila, magistrada do Ministério Público que leu a acusação.

A conduta dos 19 arguidos, prosseguiu Ana Sheila, delapidou o Estado moçambicano em 2,3 mil milhões de euros angariados junto de bancos internacionais através de garantias prestadas pelo Governo.

“Todos prejudicaram o país e deixaram-no numa situação económica difícil”, enfatizou a magistrada.

A acusação visou principalmente Armando Ndambi Guebuza, arguido e filho mais velho de Armando Guebuza, chefe de Estado moçambicano à altura dos factos.

De acordo com o Ministério Público, Armando Ndambi Guebuza foi quem recebeu a maior parcela do dinheiro desviado dos empréstimos mobilizados com os avales do Estado, tendo embolsado 28 milhões de euros.

Com o dinheiro, o filho mais velho do ex-Presidente comprou viaturas topo de gama, algumas das quais ofereceu a amigos, imóveis dentro e fora do país e pagou viagens de lazer.

FONTEDW
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