No segundo dia do julgamento, Cipriano Mutota, ex-diretor do Gabinete de Estudos da secreta, confirmou detalhes do projeto da Zona Económica Exclusiva que culminou no maior escândalo de corrupção em Moçambique.
Foi por causa da proposta do projeto de proteção da Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Moçambique, desenhado por Cipriano Mutota, na companhia de Teófilo Nhangumele, que o país descambou no maior escândalo de corrupção de sempre.
No segundo dia do julgamento das dívidas ocultas (24.08), reservado à produção de provas, o réu Cipriano Mutota, que à data dos fatos, em 2011, era diretor de Estudos e Planificação no Serviço de Informações e Segurança do Estado (SISE), confirmou quase todas as acusações do Ministério Público (MP).
Em causa, um esquema de pagamento de subornos financiado com o dinheiro destinado à segurança das águas territoriais moçambicanas, engendrado com base em ameaças e preocupações do SISE e do Governo com a proteção da Zona Económica Exclusiva.
Mutota, que é acusado de branqueamento de capitais, corrupção passiva, associação para delinquir e peculato, só não confirmou os motivos apontados pelo Ministério Público num encontro que manteve com um cidadão sul-africano, Joe Mukong, que o MP entende que seja integrante do projeto da ZEE.
O antigo diretor do Gabinete de Estudos e Planificação do SISE negou ter discutido com Mukong o interesse de uns empresários no fornecimento do projeto na Zona Económica e Exclusiva.
“O Joe veio a Maputo e tivemos efetivamente aquele encontro no Sagres [restaurante] mas o objetivo não teve nada a ver com a Zona Económica Exclusiva, tinha a ver com a proposta da ANE [Administração Nacional de estradas] para trabalhar na viabilidade da estrada daquela estrada, Moamba-Xinavane”, contrapôs.

















