Os Estados Unidos avisaram no domingo a China que qualquer ataque às Filipinas implicará uma retaliação norte-americana e sublinharam a rejeição de quase todas as reivindicações marítimas de Pequim no Mar do Sul da China.
O comunicado, emitido pelo Secretário de Estado, Antony Blinken, foi divulgado nas vésperas do quinto aniversário da decisão de um tribunal internacional, a favor das Filipinas, contra as reivindicações marítimas da China, em torno das Ilhas Spratly e recifes vizinhos.
A China rejeitou a decisão.
No ano passado, o governo de Donald Trump apoiou a decisão do tribunal e disse que considerava ilegítimas praticamente todas as reivindicações marítimas chinesas no Mar do Sul da China, fora das águas internacionalmente reconhecidas da China.
A declaração de domingo reafirmou essa posição, que foi inicialmente exposta pelo Secretário de Estado de Trump, Mike Pompeo.
“Em nenhum lugar, a ordem marítima baseada em regras está mais ameaçada do que no Mar do Sul da China”, disse Blinken, usando uma linguagem semelhante à de Pompeo.
Blinken acusou a China de continuar a “coagir e intimidar os Estados costeiros do Sudeste Asiático, ameaçando a liberdade de navegação numa via comercial global crítica”.
“Os Estados Unidos reafirmam a sua política, de 13 de julho de 2020, em relação às reivindicações marítimas no Mar do Sul da China”, disse Blinken, referindo-se à declaração original de Pompeo.















