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Maputo: IICAEG não emite certificados do fim de curso desde 2015

Há seis anos em que o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza (IICAEG), na província de Maputo, não emite certificados. Mais de 300 estudantes estão afectados e a direcção não tem, ainda, uma solução à vista.

No mercado desde 2007, o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza (IICAEG), localizado na província de Maputo, não emite certificados do fim do curso desde 2015. A dificuldade em emitir aquele tipo de documento está a afectar mais de 300 estudantes que terminaram a formação e pretendam ingressar no ensino superior ou procurar emprego.

Mais de 300 estudantes deram a cara para denunciar que o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza, na província de Maputo, não emite certificados do fim de curso desde 2015.

“Eles devem dizer alguma coisa para que nós fiquemos satisfeitos, porque parece que fomos formados para nada. Gastei três anos na carteira a estudar, entrando das 07 às 17h para nada”, exigiu Ricardo Ngovene, num tom de frustração.

Os referidos certificados estão congelados por razões que os estudantes desconhecem e, por causa disso, perdem muitas oportunidades de emprego e muitas incertezas alimentam o futuro sobre a formação no ensino superior.

A direcção do Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza reconhece a morosidade na emissão de certificados e justifica que o problema se deve às reformas na instituição que pressupõem a passagem de um sistema clássico de formação para modular.

“Eu acredito que é normal que, numa situação em que há reforma, aconteçam situações que dificultam a emissão de um ou outro documento e a instituição está a trabalhar nesse aspecto”, tranquilizou Stélio Tivane, o Director do Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza.

Stélio Tivane não promete datas para o fim do problema e diz ser já do conhecimento do sector que superintende o Ensino Técnico-Profissional.

“É uma situação do conhecimento geral e nós temos interagido a partir da Secretaria de Estado, Direcção Nacional do Ensino Técnico até com a própria Autoridade Nacional de Educação  Profissional para podermos colmatar essa situação”, acrescentou Stélio Tivane. Enquanto não se emitem os certificados, o Instituto atribui um documento aos finalistas, que, segundo os estudantes, é rejeitado por algumas entidades.

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