O Irão acusou, Israel pelo incidente ocorrido na madrugada de domingo, um dia depois de serem lançados na central reatores mais avançados e fundamentais para o programa de enriquecimento de urânio do país. O Irão descreveu o facto como um acto de “terrorismo nuclear”.

“Com esta acção, o regime sionista vingou-se do povo iraniano pela paciência e sabedoria que demonstrou enquanto aguardava pelo levantamento das sanções”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros do Irão, Said Khatibzadeh numa conferência de imprensa em Teerão.

No domingo, a televisão estatal iraniana, citando o porta-voz do programa nuclear civil do Irão noticiou que as instalações nucleares de Natanz tinham sofrido um “incidente” na rede de distribuição eléctrica.

Numa declaração pública, o porta-voz disse que não houve feridos nem fugas radioativas. Behrouz Kamalvandi não apontou culpados e garantiu que o incidente está a ser investigado, mas horas depois, a televisão estatal do país leu uma declaração do chefe da organização que condena e descreve o incidente como “sabotagem” e “terrorismo nuclear”.

O Presidente, Hassan Rohani, tinha inaugurado a nova fábrica de montagem de centrifugadoras em Natanz 24 horas antes.

As novas centrifugadoras oferecem ao Irão a capacidade de enriquecer urânio mais rapidamente e em maiores quantidades, em volumes e com um grau de refinamento proibido pelo acordo de 2015 alcançado em Viena entre o país e a comunidade internacional, escreve o Notícias ao Minuto citando a Lusa.

A central foi alvo de sabotagem no passado. O vírus informático Stuxnet, descoberto em 2010 e considerado como uma criação conjunta de Israel e dos Estados Unidos, destruiu reatores em Natanz.

Desta vez, o incidente acontece numa altura em que representantes dos países que assinaram o acordo nuclear em 2015 discutem o regresso dos Estados Unidos e o levantamento das sanções ao Irão.