Destaque Ex-policial que matou George Floyd é condenado por homicídio

Ex-policial que matou George Floyd é condenado por homicídio

Um júri em Minneapolis, nos Estados Unidos, considerou culpado, o ex-policial Derek Chauvin, de 44 anos. Ele foi responsável pela morte do ex-segurança negro George Floyd, em 25 de Maio do ano passado, em Minneapolis, após o policial branco ter permanecido por quase 10 minutos ajoelhado em seu pescoço.

Logo após o veredicto, Chauvin foi algemado no tribunal e levado sob custódia pelo Gabinete do Xerife do Condado de Hennepin. O juiz Peter Cahill disse que “daqui a oito semanas teremos uma sentença”.

Após três semanas de julgamento, em que os jurados ouviram mais de 40 testemunhas e revisitaram as imagens e a voz estremecida de Floyd afirmando que não conseguia respirar, os argumentos finais foram apresentados ao júri na segunda-feira (19). O júri é composto por sete mulheres e cinco homens, sendo seis brancos, quatro negros e duas pessoas multirraciais.

Chauvin se recusou a depor no tribunal. O ex-policial foi considerado culpado em todas as três acusações de homicídio: homicídio culposo, negligência ao assumir o risco consciente de causar a morte de Floyd e causar a morte, sem intenção, por meio de um ato perigoso, sem consideração pela vida humana.

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Sob as acusações de assassinato e homicídio culposo, Chauvin poderia receber até 40 anos de prisão. O júri também poderia optar por condenar ou absolver o ex-policial de todas ou algumas das acusações.

Chauvin se declarou inocente de todas as acusações e renunciou ao seu direito de testemunhar perante os jurados. O advogado de defesa, Eric Nelson, reiterou que ele havia se comportado como qualquer “policial razoável”, argumentando que ele seguiu seu treinamento de 19 anos na força.

A defesa também alegou que Floyd teria usado drogas antes da ação e que isso teria levado à sua morte. Foram encontrados traços de metanfetamina e de fentanil (um tipo de opioide) no corpo de Floyd, e a namorada dele confirmou que o casal era usuário de drogas. Médicos chamados pela acusação afirmam, porém, que não há indícios de que Floyd tenha tido uma overdose.

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