Sociedade Mulheres “guerreiras” que lutam contra barreiras sociais

Mulheres “guerreiras” que lutam contra barreiras sociais

O dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, foi pretexto para uma reportagem com mulheres em foco que o leitor vai acompanhar abaixo. Uma delas é Josina Machel, filha de Samora Machel. É das poucas vezes que dá entrevista depois de ter sofrido violência doméstica que a fez perder um olho. “Não há dúvidas que a minha experiência catapultou o meu envolvimento, o meu cometimento, acima de tudo, muito mais…”, disse. Em Novembro do ano passado, fez parte da lista das 100 mulheres mais influentes e inspiradoras do mundo.

Elas são a maioria da população moçambicana, perfazendo 52%. Uma maioria que continua relegada ao segundo plano na sociedade, mas que não para de lutar pelos seus direitos de igualdade do género.

Marta Abudo é médica oftalmologista no hospital central de Nampula. Ela faz parte de um grupo de 24 mulheres naquele departamento, que conta igualmente com 26 homens.

“Nas estatísticas que temos feito está demonstrado que cerca de 60% dos pacientes que são acometidos pela catarata são mulheres. Temos feito campanhas de operação à catarata onde temos atendido uma média de 130 a 140 pacientes. Significa que estamos a devolver a visão a um número bastante grande de pessoas e isso temos feito com um parceiro que é a Sightsavers e eles dispõem de todo o material, fazem apoio em termos de material médico-cirúrgico para que possamos fazer essas campanhas com sucesso”, anota Marta Abudo.

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E é sobre igualdade de direitos entre homens e mulheres que a médica também procura demonstrar o seu percurso de vida, sublinhando a importância do mérito profissional para singrar na vida. “É uma questão cultural em que os homens tendem a ser mais machistas, mas penso que as mulheres agora estão a conseguir impor-se, nós somos o exemplo: neste departamento somos três médicas oftalmologistas e temos dois médicos oftalmologistas e também estamos a balancear em termos de número de profissionais que trabalham neste sector. Temos estimulado muitas médicas a continuarem com os estudos para terem a categoria de especialistas e não limitarem-se a serem médicas de clínica geral”.

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