Início Economia Segundo INE o Clima Económico de Moçambique terminou ano abaixo da média

Segundo INE o Clima Económico de Moçambique terminou ano abaixo da média

O Indicador de Clima Económico (ICE) de Moçambique registou uma recuperação no último trimestre de 2020, mas a covid-19 manteve-o abaixo dos valores registados um ano antes, anunciou ontem (11) o Instituto Nacional de Estatística (INE) moçambicano.

No saldo mensal, o ICE subiu de 86,3 pontos em novembro de 2020 para 90,3 em dezembro, ainda assim abaixo de 98,6, saldo médio do indicador medido mensalmente desde 2004.

“O Indicador de Clima Económico (ICE), expressão sintética da confiança dos empresários, subiu ligeiramente no quarto trimestre de 2020, se comparado com o trimestre anterior, situação influenciada pelo registo de perspetivas positivas de emprego e procura, conferindo assim esperança abonatória para os próximos meses”, escreve o INE.

No entanto, “em relação ao período homólogo, o ICE recuou substancialmente”, acrescenta.

Por outro lado, enquanto que em dezembro se verificava um alívio nas restrições à atividade económica, em janeiro o Governo foi obrigado a recuar e anunciou novas limitações devido ao grande aumento de casos, internamentos e mortes por covid-19.

O valor máximo do ICE foi registado em fevereiro de 2015 com 104,3 pontos, enquanto que o mínimo aconteceu em julho de 2020 com 75,5, segundo o boletim hoje divulgado, que faz ligeiras correções àqueles valores (antes 104,1 e 74,8, respetivamente).

O ICE faz parte do boletim de indicadores de Confiança e de Clima Económico uma publicação mensal sobre a conjuntura de Moçambique, compilada com base num inquérito realizado também todos os meses pelo INE às empresas do setor não financeiro.

“O estudo expressa a opinião de agentes económicos acerca da evolução e perspetiva da sua atividade, particularmente sobre emprego, procura, encomendas, preços, produção, vendas e limitações de atividade”, explica a autoridade estatística moçambicana.

Moçambique regista um total acumulado de 46.736 casos de infeção pelo novo coronavírus, 60% dos quais recuperados, e 486 mortes.

FONTELusa
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