O embaixador chinês em Angola, Gong Tao, assume que a pandemia de covid-19 trouxe vários constrangimentos aos agentes económicos e defendeu “um equilíbrio” entre as medidas para prevenir e controlar a doença e a economia.
Apandemia trouxe “inconveniências” para os agentes económicos, dificultou as viagens e a circulação de pessoas”, disse o diplomata em entrevista à Lusa, notando que há investidores chineses que tem trabalhadores e técnicos ainda retidos na China, devido ao fecho das fronteiras.
Constrangimentos que os empresários tem procurado ultrapassar, usando a tecnologia para ligar Angola e a China, por exemplo, através de videoconferências.
“Todo mundo está a viver [esta situação],temos de procurar soluções com engenho”, vincou.
Para Gong Tao, é preciso ter consciência de que, “em primeiro lugar é preciso fazer a prevenção e controlo da pandemia, tendo na base que é preciso continuar a desenvolver os negócios”, acompanhando o evoluir da situação.
“Temos de ter um equilíbrio entre a prevenção e controlo da pandemia e o desenvolvimento e as atividades económicas”, defendeu, afirmando que os investidores e as autoridades angolanas “devem estar em contacto” para avaliarem as necessidades dos agentes económicos, sejam chineses ou portugueses.
Apesar de tudo, os empresários da “maior fábrica do mundo”, como Gong Tao apelidou o seu país, “continuaram o seu comércio” e começaram a recuperar gradualmente as suas atividades quando Angola passou do estado de emergência à atual situação de calamidade, com medidas menos restritivas.
O embaixador chinês garantiu que são cumpridas as medidas de prevenção e que as empresas acompanham as condições de saúde dos seus trabalhadores, chineses ou angolanos, como acontece, por exemplo, na Cidade da China, uma mega área comercial no município de Viana em Luanda, com cerca de 300 lojas, algumas delas com “corredores de desinfeção”
“Felizmente até agora nenhum chinês aqui foi afetado e esperamos que assim continue”, declarou Gong Tao, considerando que eventuais impactos negativos da covid-19 na imagem da comunidade são “uma questão de informação”, já que “nenhum chinês trouxe o vírus para Angola, nem foi afetado“.
Gong Tao considerou, por outro lado, que “os chineses são muito auto disciplinados” e, desde o inicio, têm cumprido as regras de prevenção, usando as mascaras desde o inicio, saindo menos e evitando concentrações.
“A comunidade chinesa foi afetada como os outros que cá vivem, tal como os angolanos ou os portugueses”, reforçou o diplomata.
Gong Tao salientou que a China “é um país amigo de Angola” e fez tudo “desde o início da pandemia para ajudar Angola”, incluindo doações de meios de biossegurança que já totalizam cerca de 100 mil euros e facilitação de aquisições por parte do governo angolano, além da realização de videoconferências com especialistas médicos para melhor a prevençao, controlo, diagnóstico e tratamento dos casos.















