Calou-se a voz dum dos maiores saxofonistas e vibrafonista de jazz e afrobeat de todos os tempos, o camaronês Manu Dibango, que inspirou várias gerações dos músicos. Manu Dibango morreu na manhã da terça-feira (24) num hospital de Paris, vítima do COVID-19, a nova doença que assola o mundo inteiro. A notícia foi partilhada pela família.
“Queridos amigos, queridos fãs… uma voz eleva-se ao longe. É com profunda tristeza que anunciamos o desaparecimento de Manu Dibango, o nosso Pappy Groove, ocorrida a 24 de Março de 2020, aos 86 anos, devido à Covid-19”, lê-se na mensagem publicada na página oficial do saxofonista na plataforma digital Facebook.
“As cerimónias fúnebres vão decorrer de forma restrita, em ambiente familiar, mas vai ser realizada uma homenagem assim que seja possível”, refere a mensagem.
Esta é a primeira vítima mortal famosa no universo da música. Dibanngo, mais conhecido por “Papy Groove” imortalizou-se na música com álbum soul makossa e o álbum Fricadelic.
Dibango tocou pelo mundo fora o reggae, Jazz, afro-beat e o funk, tendo sido em 2010 agraciado com o título de Cavaleiro da Legião de Honra por França. Dibango também passou por Moçambique, tendo partilhado o palco com Morreira Chonguiça e outros artistas. E chegou a influenciar músicos como Chico António e Elsa Mangue. Em 2015, a Universidade Eduardo Mondlane prestou-lhe uma homenagem.
Papy Groove morre aos 86 anos, mas sua voz não se silencia para sempre.
















