Issufo Satar foi raptado pelas 19:00 quando estava a sair de uma das suas lojas, relatou um dos seguranças do estabelecimento comercial citado pela AIM.

Homens armados não identificados raptaram no sábado um empresário proprietário de uma rede de estabelecimentos comerciais em Chimoio, capital provincial de Manica, no centro de Moçambique, anunciaram hoje as autoridades.

“Estamos a trabalhar no caso”, referiu o porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), Mateus Mindu, ao confirmar o sequestro à Agência de Informação de Moçambique (AIM), remetendo mais detalhes para segunda-feira.

Issufo Satar foi raptado pelas 19:00 (17:09 em Lisboa) quando estava a sair de uma das suas lojas, relatou um dos seguranças do estabelecimento comercial citado pela AIM.

Segundo descreveu, os raptores “estavam mascarados e a carregar armas”, ameaçando disparar sobre o próprio segurança enquanto levavam o empresário para a viatura em que se faziam transportar.

“Foi tudo muito rápido. Chegaram mesmo na altura em que o meu patrão estava a sair da loja” e deixaram o local a alta velocidade, concluiu.

Como resultado da reestruturação, a agência de rating Fitch retirou Moçambique da lista de países em incumprimento financeiro, atribuindo-lhe uma notação de CCC, o terceiro pior nível de análise.

“Ainda não é muito bom, mas é bem melhor que [a classificação] anterior”, referiu Ricardo Velloso na altura.

A reestruturação dos ‘eurobonds’ permitiu melhorar os indicadores de sustentabilidade da dívida moçambicana e o FMI tem realçado a necessidade de o país continuar a cuidar desses indicadores, nomeadamente, apostando em “prudência fiscal” e em basear a dívida publica “em doações e créditos altamente concessionais, evitando o problema gerado no passado recente”, concluiu.