O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, negou na segunda-feira (06) ter aceitado retirar tropas estadunidenses do Iraque. Mais cedo, agências internacionais divulgaram carta em que o general William Seely III anunciava que respeitaria a soberania do Iraque e iniciaria o reposicionamento de forças.

Esper disse, contudo, que ainda não há qualquer decisão sobre o tema e que estava tentando “descobrir de onde isso vem”.

No domingo (05), o parlamento iraquiano aprovou uma resolução para que o governo exigisse a retirada das tropas estrangeiras do país. Embora a decisão do parlamento não tenha efeito prático obrigatório, o primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, havia defendido que os parlamentares aprovassem a medida.

A decisão do parlamento iraquiano foi tomada no último domingo (05), três dias depois do ataque coordenado pelos Estados Unidos que resultou na morte do general iraniano Qassim Suleimani e do comandante militar iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis.

Os EUA estão no Iraque desde 2014, quando o grupo terrorista Estado Islâmico começou a ganhar força na região. Antes, eles já haviam feito outra ocupação, de 2003 a 2011, começada quando o ex-presidente George Bush ordenou uma invasão e depôs Saddam Hussein.

Metrópoles