Sociedade Inhambane: Tribunal julga suposto sequestrador de empresário indiano

Inhambane: Tribunal julga suposto sequestrador de empresário indiano

Sete réus estão em julgamento no Tribunal Judicial Provincial de Inhambane, por alegado sequestro de um empresário de origem indiana, na cidade da Maxixe. O episódio deu-se em Janeiro do ano passado. A vítima responde pelo nome de Belesh. Na altura, houve ferimento de outro de nome Subash, também indiano.

Dos sete réus arrolados no processo querela número 34/2019, seis encontram-se foragidos e são acusados de rapto, porte ilegal de armas de fogo e agressão física.

Segundo o despacho de acusação, apresentado pelo Ministério Público em Inhambane, os sete indivíduos, alegadamente liderados por cidadão que responde pelo nome de Domingos Cabral, comumente conhecido por “Big”, deslocaram-se da província de Gaza para executar o crime.

Na cidade Maxixe, eles tiveram o auxílio de Nelson Tamele, outro foragido que à data dos factos era funcionário público afecto ao Serviço Distrital de Actividades Económicas, em Inhambane. O visado, refere a acusação, encarregou-se pela hospedagem e outras despesas logísticas da pretensa quadrilha.

Valente Massingue, conhecido por “Txitxo”, por sinal, único réu presente no julgamento, disse ao tribunal que integrou a guengue a convite de “Big”, num acto planificado com um mês de antecedência.

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O despacho de acusação realça que o alvo para o rapto era o empresário Sobash, mas devido a resistência que ofereceu, apenas atingiram lhe com vários tiros e raptaram o outro empresário Balesh, que na altura ao telefone gritava no local clamando pela presença das autoridades policiais.

O grupo de raptores manteve o empresário Balesh em cativeiro, numa residência no distrito de Homoíne, por 20 dias, condicionando a sua soltura ao pagamento do valor de resgate de pouco mais de um milhão de dólares.

O réu que está a ser julgado foi detido em Maio de 2019, quando tentava atravessar a fronteira de Ressano Garcia, depois de alegadamente desertar do grupo porque segundo ele o pagamento do valor do resgate tardava acontecer.

Depois do cativeiro de Homoíne, o empresário raptado foi arrastado para uma parte incerta.

A defesa do réu entende que dada a sua colaboração no julgamento estão criadas as condições para que haja justiça no caso.

O julgamento retoma próxima terça-feira com audição dos ofendidos e sete declarantes arrolados no processo.

O País

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