Os Estados Unidos assumiram a autoria do ataque aéreo que matou o comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Qassem Soleimani, mais importante líder militar do país, e o chefe da milícia iraquiana, Abu Mahdi al-Muhandis, na noite de quinta-feira (02), no aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque. A informação foi confirmada pelo jornal The Washington Post.

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, afirmou à reportagem que Soleimani estava com “planos para atacar tropas e diplomatas norte-americanos”. No entanto, o Pentágono se recusou a falar com mais detalhes sobre o ataque.

Soleimani tem sido a figura militar com maior destaque no Irã desde a guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, e era ligado a grupos estrangeiros de xiitas sob a influência iraniana. O ataque matou também Abu Mahdi al-Muhandis, comandante das Forças de Mobilização Popular (UMF), milícia iraquiana.

Ao menos outras seis pessoas foram assassinadas no ataque. Três bombas foram lançadas contra veículos que levavam as lideranças. A agência de notícias Reuters afirma que os iraquianos acusam os Estados Unidos e Israel pelo ataque.

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã tem aumentado desde o fim de Dezembro de 2019. O caso se intensificou após um bombardeio americano contra posições do grupo xiita Kataib Hezbollah, aliado do Irã. Depois disso, em 31 de Dezembro, representantes de milícias xiitas do Iraque invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.

O cerco à embaixada durou dois dias e os diplomatas americanos ficaram presos no interior do local. O grupo gritou: “Morte à América”, enquanto quebrava estruturas da embaixada e incendiava a recepção.

Os Estados Unidos revidaram a invasão com o envio de mais 750 soldados para a região. “A movimentação é preventiva em resposta ao aumento dos níveis de ameaças contra civis nas instalações dos EUA”, disse o secretário de defesa dos EUA, Mark Esper.

Metrópoles