Os estudantes moçambicanos na China dizem estar muito assustados com a epidemia do coronavírus e querem voltar para casa, mas a embaixadora em Pequim tem opinião contrária.
Alguns revelam que já estão a ficar sem comida.
“Pelos vídeos, pelo que os outros meus colegas lá comentam, não é uma situação fácil. Então, receio, tenho”, afirma Vânia Cossa, natural de Maputo e mestranda em economia industrial em Pequim.
Cossa está de férias em Maputo e devia regressar à China em Fevereiro, mas recebeu uma mensagem da faculdade a dizer que as aulas não vão começar agora por causa do coronavírus.
“Eles querem voltar, eles estão com medo. E os pais também aqui estão aflitos porque os filhos estão longe e com esse problema todo é normal. Os pais querem os filhos de volta, mas é um processo muito longo e difícil”, lamenta.
Entretanto, a embaixadora de Moçambique em Pequim diz que está a fazer um acompanhamento permanente e que não há registo de nenhum moçambicano infectado.
Maria Gustava afirma saber o desejo dos estudantes mas considera ser melhor ficarem lá.
“Estamos a apelar para que fiquem na China, e esta tem sido também a indicação dos próprios chineses, que fiquem até que a situação esteja controlada”, reitera a diplomata.
Na China, há 475 moçambicanos, dos quais 406 estudantes e 30 encontram-se na cidade Wuhan, o epicentro da epidemia.
Na terça-feira, 28, o Governo moçambicano anunciou a suspensão de vistos de entrada de cidadãos provenientes da China.














