Ahmad Hamzeh disse fazer a oferta em nome dos “três milhões de habitantes da [província de] Kerman”, no sudeste do Irão e terra natal de Qassem Soleimani.

Um deputado iraniano propôs na terça-feira (21) uma recompensa de três milhões de dólares a “quem matar (Donald) Trump”, vingando a morte do general Qassem Soleimani assassinado recentemente em Bagdad por ordem do presidente norte-americano, indicou a agência Isna. “Damos três milhões de dólares (cerca de 2,7 milhões de euros) a quem matar Trump”, declarou no parlamento Ahmad Hamzeh, citado pela Isna.

Segundo a agência do parlamento iraniano, Icana, Hamzeh disse fazer a oferta em nome dos “três milhões de habitantes da [província de] Kerman”, no sudeste do Irão e terra natal de Soleimani.

O que era o principal general do Irão, comandante da Força Quds, encarregada das operações externas dos Guardas da Revolução, foi morto a 3 de Janeiro num ataque norte-americano junto ao aeroporto de Bagdad e enterrado na cidade de Kerman na noite de 7 para 8 de Janeiro. Hamzeh não deu quaisquer informações sobre como contava financiar a recompensa.

Questionado sobre a recompensa em Genebra, o embaixador norte-americano na Conferência do Desarmamento Robert Wood classificou de “ridículas” as declarações do deputado iraniano. “É simplesmente ridículo. Mas dá uma ideia das raízes terroristas deste regime e este regime deve mudar o seu comportamento”, disse.

A tensão entre o Irão e os Estados Unidos tem vindo a subir desde que Washington abandonou unilateralmente em maio de 2018 o acordo nuclear internacional com a República Islâmica e restabeleceu sanções que prejudicam gravemente a economia iraniana. No início do mês, os Estados Unidos e o Irão pareceram próximos de um confronto militar directo.

Ao ataque a Soleimani, arquitecto da influência regional iraniana, Teerão respondeu cinco dias mais tarde disparando mísseis contra bases iraquianas com soldados norte-americanos. No mesmo dia, o Irão abateu “por erro” um avião ucraniano, que acabava de deslocar do aeroporto Teerão, matando as 176 pessoas a bordo, a maioria iranianos e canadianos.