Israel vai ter o terceiro ato eleitoral consecutivo em menos de um ano, estancado num bloqueio político. Netanyahu e Gantz voltaram a acusar-se mutuamente pelo bloqueio político que vivem desde Abril.

Israel vai ter o terceiro ato eleitoral consecutivo em menos de um ano, estancado num bloqueio político e com um primeiro-ministro acusado de corrupção. Ao terminar à meia-noite de quarta-feira o prazo do Parlamento para eleger sem êxito um candidato a formar Governo, a Câmara é dissolvida e a convocatória de eleições automática, as quais deverão ser realizadas no prazo de 60 dias.

Os deputados continuam a debater, passada a meia-noite, uma lei acordada entre o partido Likud e a formação Azul e Branco e aprovada em primeira leitura para definir o dia 2 de Março como a data da eleição e evitar que o dia coincida com os feriados judaicos. A votação final está prevista para as primeiras horas da manhã de quinta-feira .

Após as eleições de Setembro, Benjamin Netanyahu foi o primeiro a não formar um governo, seguido do seu rival centrista, Beny Gantz, e o Knéset (parlamento) teve uma última tentativa para designar um candidato a primeiro-ministro e evitar assim a repetição eleitoral.

Netanyahu e Gantz voltaram a acusar-se mutuamente pelo bloqueio político que o país vive desde as eleições de Abril, com uma câmara sem maioria de blocos, composição que se voltou a repetir após as eleições de Setembro. As últimas sondagens apontam para resultados semelhantes aos das eleições de Setembro, com maior vantagem em número de deputados para a coligação Azul e Branco (37) sobre o Likud (32).

O Likud aprovou esta quinta-feira a realização das primárias para o próximo 26 de Dezembro, o que poderá desafiar a liderança de Netanyahu e impedi-lo de ser cabeça de lista nas próximas eleições. Além disso, a questão legal de saber se Netanyahu pode ser encarregado de formar governo está prestes a ser esclarecida, uma vez que esta é a primeira vez em Israel que um primeiro-ministro é acusado enquanto está no cargo.

MetroJornal