Sociedade População agastada com exploradores das areias pesadas de Chibuto

População agastada com exploradores das areias pesadas de Chibuto

Dezenas de famílias do distrito de Chibuto, na província de Gaza, estão agastadas com a mineradora chinesa Dingsheng Minerals.

Trata-se das comunidades de Mudumeia, Mabecuane, Savene e Mutsicuane que queixam-se de estarem a ser injustiçadas nas compensações sobre o processo de reassentamento no âmbito do projecto das areias pesadas de Chibuto.

As comunidades representadas por três cidadãos, que se deslocaram a Maputo para denunciar os casos, disseram durante entrevista que as reuniões para encontrar soluções são marcadas por imposições de decisões por parte da mineradora Dingsheng Minerals, o que torna o processo de diálogo mais complicado.

“Estamos a ser enganados. Há pessoas que a mineradora diz que receberam dois milhões de indemnizações, enquanto na verdade receberam valores a menos” disse, Nelson Fernando, um dos representantes dos moradores de Chibuto.

Para o grupo em causa, que denuncia também casos de intimidação por parte da Polícia, o mais preocupante é a alegada inoperância das autoridades no geral para ajudar a população.

“Fomos baleados há dias. Já submetemos documentos em vários locais para denunciar a situação mas não obtivemos respostas. Quando vamos as nossas machambas somos baleados, mesmo documentos do hospital que provam agressões temos. Agora, pedimos que se o chinês não tiver dinheiro que faça parar suas máquinas, que retire a vedação e deixe-nos trabalhar nas nossas machambas. Já não queremos o seu dinheiro, pois estamos a ver que não tem dinheiro para pagar-nos”, referiu Filipe Mulhanga, residente de Chibuto.

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Contactada pela nossa equipa de reportagem a direcção optou por não abordar o assunto (alegando incumprimento do acordo de reassentamento) que as comunidades já denunciaram através de uma carta enviada a várias instituições do poder em Maputo e Gaza.

Questionada sobre o assunto via telefone a administradora de Chibuto, Brígida Mathavele, reconheceu existência do problema que opõe as comunidades e a mineradora sobre o reassentamento. Mas a fonte disse que a administração está a mediar o caso para encontrar melhor solução.

O País

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