Cerca de dois milhões de moçambicanos sofrem de diabetes, segundo o Ministério da Saúde (MISAU), que aponta os maus hábitos alimentares e a falta de exercício físicos como algumas causas da doença.

O número de doentes acima referido coloca Moçambique na lista dos países com maior taxa de diabéticos entre as nações em vias de desenvolvimento.

Para recordar aos moçambicanos que a diabete é uma doença silenciosa, crónica e mortífera, o Hospital Provincial de Maputo organizou uma campanha de rastreio e medição da glicemia e da hipertensão arterial.

“No nosso hospital temos muitos casos de diabetes. O pior é que muitas pessoas não sabem que têm a doença. Chegam aqui por outras preocupações e acabam descobrindo que sofrem da diabete e, muitas vezes, já a tarde”, explicou Benedita Xico, médica clínica geral do Hospital Provincial de Maputo.

De acordo com a fonte, um número considerável de pacientes chega à unidade sanitária com a enfermidade já num estado avançado, o que leva a complicações que obrigam a ter-se que amputar o pé diabético.

Em Moçambique, predomina a diabete do tipo II, que afecta mais as mulheres em idade adulta e está relacionada com excesso de peso, o sedentarismo, a maus elevada hipertensão e os maus hábitos alimentares.

A 14 de Novembro celebrou-se o Dia Mundial de Luta Contra a Diabetes. Para assinalar a data, o sector da saúde, promoveu hoje uma campanha de rastreio da doença e recomenda a realização de exames de rotina, através da medição de glicemia, de três em três meses.

O País