Nove indivíduos afectos a uma empresa de segurança privada que presta serviços à empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) encontram-se detidos, suspeitos de roubo de 400 litros de gasóleo no posto onde trabalhavam como vigilantes, na Machava.

Os acusados tinham a missão de proteger vagões tanques que transportam combustível e estacionados na estação da Machava, na autarquia da Matola, província de Maputo.

Segundo as autoridades policiais, os nove cidadãos recorriam a recipientes plásticos de 20 a 30 litros para subtrair o combustível, que alegadamente abasteceria o mercado informal. O grupo pretendia ganhar 20 mil meticais vendendo cada litro de gasóleo a 50 meticais.

Os suspeitos negam o seu envolvimento no crime. Um deles era o chefe do turno. Em entrevista ao “O País”, disse que como responsável da equipa, só afectou seus colegas nos respectivos postos e não sabe do roubo de combustível.

Um outro suspeito negou também estar associado ao roubo em alusão, na estação da Machava. Explicou que “quando estava no posto de trabalho não tinha acesso a outros postos”. O nosso interlocutor suspeita que pessoas da vizinhança e que protagoniza o roubo e não os seguranças.

Quando foram recolhidos as celas da quinta esquadra estavam fardados e a empresa para a qual trabalhava recolheu o uniforme. Segundo os suspeitos a atitude da entidade empregadora revela que já perderam emprego.

A Polícia conta como foi possível neutralizar aqueles nove homens, que são suspeitos de extraviar combustível. Fernando Manhiça diz que a corporação recebeu denúncia de alguém que viu movimento estranho na estação dos CFM. “Uma equipa de polícias da PRM e Policia de transportes e comunicações deslocaram-se ao local e apanharam em flagrante delitos estes arguidos que tem o auto lavrado”.

O País