Após ter se sagrado campeã africana da vela na classe Laser Radial e cometido a proeza de se qualificar para os Jogos Olímpicos-Tóquio 2020, a vejeladora moçambicana, Daisy Nhaquile, deixou claro que não irá ao maior evento desportivo do mundo à passeio.

“É já um sonho para mim , mas acredito que posso ser campeã olímpica, mas tudo depende da preparação. Preciso de estar a competir com outras atletas, porque sozinha não posso fazer nada. Conto com ajuda de todos para continuar a evoluir e atingir aquele que é o meu sonho, ser primeira nos Jogos Olímpicos”, afirmou, ajuntando que uma preparação num centro de alto rendimento seria uma solução viável.

No sentido de a atleta moçambicana ter uma preparação ao nível das exigências do maior evento desportivo do mundo, a Federação Moçambicana de Vela já equaciona um estágio em Portugal, país com quem tem uma forte parceria na modalidade, segundo avançou Hélio Rosa, presidente da direção. “Já tivemos inclusive um convite das terras lusas, e é uma forte hipótese, mas ainda estamos a estudar outras oportunidades de estágio que possam surgir”.

Refira-se que Daisy Nhaquile é a primeira atleta moçambicana apurada para as olimpíadas de Tóquio.

A Bola