Ossos humanos foram encontrados em uma das casas do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner (1912-2006), que governou o país em um regime autoritário entre 1954 e 1989.

Aproximadamente 300 militantes acharam a ossada na última quarta-feira (04) ao ocuparem uma das residências de Stroessner em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil. As informações são do portal IG.

A residência fica em um prédio localizado no terreno conhecido na cidade como “Casa do Terror”, por causa das torturas que aconteceram no local contra pessoas que se opuseram ao regime da época.

A Comissão de Direitos Humanos, assim como o Ministério Público do país, devem participar das actividades de reconhecimento dos ossos. A Equipe Nacional para Investigação, Busca e Identificação de Pessoas Detidas e Desaparecidas entre 1954 e 1989 (Enabi) foi chamada pelo procurador regional Alcides Giménez Zorrilla para averiguar a situação.

Proximidade com Bolsonaro

No início do ano, o presidente Jair Bolsonaro fez uma homenagem aos generais que comandaram as ditaduras militares do Brasil e do Paraguai. Em discurso de posse do novo director da Itaipu Binacional, general Joaquim Luna e Silva, Bolsonaro citou o general Alfredo Stroessner.

O pai do actual presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, conhecido como Marito, foi secretário particular de Stroessner. “Mas Marito, isso tudo não seria suficiente se não tivesse do lado de cá um homem de visão, um estadista, que sabia perfeitamente que o seu país, Paraguai, só poderia prosseguir e progredir se tivesse energia. Então aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”, disse Bolsonaro.

Metrópoles