O príncipe André afirma que está “chocado” com as acusações de abuso sexual que penderam sobre o seu ex-amigo Jeffrey Epstein e nega ter qualquer relação com os crimes. A reacção surgiu após o jornal inglês Mail on Sunday publicar imagens que alegadamente mostram o Duque de York no interior da mansão de Esptein em Manhattan, em 2010.

Epstein, de 66 anos, suicidou-se numa cela enquanto aguardava julgamento nos Estados Unidos por tráfico e abuso sexual de menores. O financeiro era amigo do príncipe André, do presidente Donald Trump e do ex-presidente Bill Clinton.

Foi sob a forma de comunicado, emitido pelo Palácio de Buckingham, que o membro da realeza reagiu: “O Duque de York ficou chocado com os recentes relatos dos supostos crimes de Jeffrey Epstein. Sua Alteza Real deplora a exploração de qualquer ser humano e a sugestão de que tolera, participa ou encoraja qualquer comportamento desse tipo é abominável.”

Jeffrey Epstein declarou-se inocente do tráfico e abuso sexual e das acusações de conspiração no mês passado, Estava detido sem fiança, acusado de pagar a menores de 18 anos para actos sexuais nas suas mansões em Manhattan e na Florida, entre 2002 e 2005. Antes, tinha evitado acusações semelhantes em 2008 – em que poderia enfrentar a prisão perpétua – num processo em que declarou-se culpado de uma acusação menor de solicitar um menor para prostituição. Mas o acordo judicial foi polémico – teve uma sentença de 18 meses de prisão, durante a qual Epstein teve liberdade para trabalhar no seu escritório 12 horas por dia, seis dias por semana. Ficou em liberdade condicional após 13 meses. O seu suicídio na prisão está a ser investigado.

No que toca ao príncipe André, foi fotografado com Epstein na mansão de Central Park de Nova Iorque, em 2010, e a sua amizade com Epstein atraiu críticas na época quando exercia funções políticas. O príncipe André deixou o cargo como adido comercial do Reino Unido em 2011.

O Palácio de Buckingham negou anteriormente que o duque tenha procurado uma mulher na casa de Epstein nos EUA. A acusação surgiu em documentos de um caso de difamação de 2015 em que consta uma alegação feita por uma mulher chamada Johanna Sjoberg de que o príncipe André tocou no seu seio enquanto estavam sentados num sofá no apartamento de Epstein, em Manhattan, em 2001.

De acordo com os autos, outra mulher que acusou Epstein, Virginia Roberts, alegou que foi forçada a fazer sexo com o príncipe em três ocasiões – em Londres, Nova Iorque e numa ilha Caraíbas, numa propriedade de Epstein – entre 1999 e 2002, quando era menor de idade de acordo com a lei dos EUA. Mas o Palácio de Buckingham classificou as alegações de “falsas e sem qualquer fundamento”, afirmando: “Qualquer sugestão de impropriedade com menores de idade” pelo duque é “categoricamente falsa”.

DN