O PSL, partido do presidente da República Jair Bolsonaro, decidiu expulsar o deputado Alexandre Frota, após reunião da direção na terça-feira.

Na semana passada, outra deputada do PSL Carla Zambelli, havia protocolado o pedido de expulsão do colega com base em “infidelidade partidária” e em ataques “sem fundamento” a Bolsonaro e outros membros do partido, alegou.

Desde que foi eleito com 155 mil votos nas eleições do ano passado, Frota optou por não se alinhar automaticamente a todas as decisões de Bolsonaro. A determinada altura disse mesmo estar “decepcionado” com a actuação do inquilino do Palácio do Planalto nos primeiros meses de governo. E entrou, logo na sequência, na mira dos bolsonaristas mais convictos.

A gota de água foi a segunda volta da votação da reforma da previdência, considerada essencial para a agenda económica do país pelo governo, na qual o ex-actor pornográfico se absteve, contrariando a orientação do partido. “O partido não precisa do meu voto”, afirmou na ocasião.

No mesmo dia do pedido de expulsão de Zambelli, com quem trocou ofensas nas redes sociais, Frota dissera não estar preocupado. Segundo o próprio, recebera propostas de sete partidos de direita e centro-direita, entre os quais do MDB, o partido de, entre outros, o ex-presidente Michel Temer, ou do DEM, a que pertencem os actuais presidentes das duas câmaras do Congresso Nacional.

DN