Em Moçambique, alguns jornalistas denunciam interferência dos poderes político e judicial, incluindo detenções, que colocam em causa a actividade da comunicação social, numa sociedade pluralista.

Os jornalistas moçambicanos assinalaram no passado sábado, 10, o vigésimo oitavo aniversário da Lei de Imprensa, tida como das mais progressistas da região austral de África.

O editor do MediaFax, Fernando Mbanze, denunciou situações que, na sua opinião, tentam cortar a liberdade de imprensa, sendo exemplo disso, a recente detenção de dois jornalistas moçambicanos na província de Cabo Delgado, em pleno exercício das suas actividades.

Os dois jornalistas, nomeadamente, Amade Abubacar e Germano Adriano, ambos da Rádio Televisão Comunitária de Macomia, foram detidos quando reportavam sobre os ataques de grupos armados que têm estado a aterrorizar a província de Cabo Delgado.

O jornalista Adriano Afonso, afirma que para além de detenções, há também vários casos em que os jornalistas são mortos, “e, lamentavelmente, essas mortes nunca são devidamente investigadas”.

Para o Presidente do MISA Moçambique, Fernando Gonçalves, nestes 28 anos de existência da Lei de Imprensa, houve vários entraves ao exercício da actividade jornalística, incluindo “tentativas de impedir que os jornalistas realizem as suas actividades sem qualquer tipo de interferência.”

VOA