A “Junta Militar” do maior partido da oposição moçambicana Renamo disse ter destituído o presidente do partido Ossufo Momade e cancelou o acordo de paz recentemente assinado pela Renamo com o governo.

Dirigentes do grupo reuniram-se na Gorongosa e disseram numa declaração que tinham decidido na “destituição imediata do actual presidente da Renamo, Ossufo Momade” e anulado “todos os acordos que Momade assinou com o Governo da Frelimo”.

Os dirigentes militares deverão eleger um novo líder mas permanece por esclarecer qual o impacto prático que isto terá nas estruturas políticas da Renamo.

Recentemente Momade minimizou as acções desses militares afirmando tratar-se de um “grupo de desertores indisciplinados”.

O grupo disse contudo não poder reconhecer a eleição de Momade para dirigir o partido

“Ossufo Momade não foi eleito para vender a Renamo e destruir o seu Estado Maior General a preço de banana, mas sim foi eleito para dar continuidade e proteger os interesses superiores da nação, pelas quais a Renamo lutou desde 1977”, lê-se na nota do grupo dissidente, que acusa Ossufo Momade de ter raptado oficiais que eram leais ao falecido dirigente Afonso Dhlakama.

Os militares disseram também que não irão iniciar o processo de desarmamento previsto no acordo assinado entre a Renamo, e o governo.

VOA