O ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, negou as acusações de corrupção e captura do Estado durante  seus mandatos e distanciou-se da família Gupta.

“Não sei de nada, não posso comentar porque não estava lá”, alegou Zuma.

A ex-deputada do partido no poder, o Congresso Nacional Africano, Vytjie Mentor, alegou durante o seu testemunho na comissão Zondo que Ajav Gupta ofereceu-lhe a pasta ministerial das Empresas Públicas se aceitasse descontinuar a rota aérea para Mumbai (Índia) da estatal South African Airways.

Vytjie Mentor alegou que, naquele dia, o ex-chefe de Estado sul-africano encontrava-se na sala ao lado onde decorreu o encontro na mansão dos Gupta, em Saxonwold, Joanesburgo, acusação que Jacob Zuma negou também, escreveu a LUSA.

“Não interagi com esta testemunha. Ajay Gupta nada tinha a ver com o governo, ele é um empresário”, disse Jacob Zuma.

As alegações de que o ex-Presidente sul-africano terá dado “carta branca” aos três irmãos empresários Gupta, que são sócios em vários negócios com a família Zuma, para “pilhar” os recursos do Estado e influenciar a nomeação de altos dirigentes do ANC no governo, constituem parte do mandato da comissão de inquérito, que arrancou em Agosto.

O ex-chefe de Estado negou ter cometido crimes e considerou que as numerosas acusações de corrupção de que é alvo são “uma conspiração para o prejudicar que remonta aos anos 90”. De acordo com Zuma, “o plano inclui tentativas de assassinato com a intervenção de organizações de inteligência locais e estrangeiras”.

Em 2016, por ordem do Tribunal Constitucional, Jacob Zuma foi obrigado a devolver meio milhão de euros do erário público por terem sido gastos irregularmente em obras na sua residência privada, na província do KwaZulu-Natal.

O País